Thursday, 24 December 2009

Caros Leitores,

Ela entrou no carro, dirigiu e no primeiro sinal vermelho acendeu um cigarro. Se o rádio estava ligado, não era importante, nem de onde estava vindo ou para onde ia. Naquele momento, parada naquele sinal era apenas ela, o motor do carro e as tragadas do cigarro.

Aos treze anos escondida nos corredores de um prédio em São Paulo que ela começou a se viciar, tanto no cigarro, quanto nessa onda de se apaixonar. E hoje, ela se livrou de todos os vicios de maneira tão eficiente que hoje em dia seus colegas de trabalho a chamam de piranha mal-comida de tão chata que ela é.

Ela ri da ironia de ser chamada de piranha mal-comida. Porque ela adoraria ser piranha e ser mal-comida é melhor do que não ser comida at all.

Mas ela não pensava em nada, além do sinal vermelho e do seu cigarro. O resto do mundo, não existia.

Desintoxicadamente,

Guilherme